REFLEXÃO
- Os carismas são graças especiais do Espírito Santo, com as quais cada fiel está pronto a assumir qualquer tarefa e desenvolver qualquer atividade, de modo a servir, direta ou indiretamente, à santidade da Igreja, à sua vitalidade apostólica e ao bem das pessoas e da sociedade. No seu sentido próprio, distinguem-se das graças concedidas para a santificação pessoal: são dadas em benefício dos outros. Todavia, a capacidade de retribuir ao bem dos outros é extremamente ligada à qualidade da própria vida espiritual. Não é por acaso que na Bíblia, quando Deus confia a alguém uma missão, provoca também uma mudança radical no seu modo de viver. O primeiro dom a fazer aos irmãos é a própria existência, a própria personalidade.
- Os carismas, dos quais São Paulo fala ao longo dos cap. 12-14 da primeira carta aos Coríntios, são dados a cada cristão através do Batismo e da Crisma, que celebramos na Vigília Pascal. Mas o apóstolo indica na caridade, o maior carisma de todos: caminhar na vida da caridade, relacionada à obediência aos mandamentos e, sobretudo, em relação à inesgotável criatividade do amor, depende do nosso empenho e antes ainda da graça de Deus que o sustenta. No sair de si e no doar-se segundo a dinâmica exigente da caridade, o homem encontra a verdadeira realização de si.
- O hino da caridade, uma página muito bela de ser gravada na memória, relata as características da caridade, fundamento da vida cristã: "é paciente, é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta".
- Frequentemente,... não é assim: critica-se, aproveita-se dos outros, tem-se inveja, briga-se. Isso não é testemunho de Cristo. Devemos aprender a viver na caridade para com todos, tendo sempre bons sentimentos uns com os outros. Sem levantar jamais a voz, sorrindo para todos, tratando todos com respeito e ternura. Existem muitas pessoas que têm esse dom e exercitam com paciência. São benditos por Deus, que é caridade.
- Sem dúvida, disse São Paulo, a fé não durará para sempre porque quando vermos Deus no lado de lá, não teremos mais necessidade de crer: nós o veremos diante de nós assim como Ele é e a fé dará lugar à visão. Também a esperança acabará um dia, porque agora temos esperança na vida eterna, em Deus, no futuro, quando o colocamos nas mãos de Deus: mas quando tivermos alcançado a nossa meta, que é Deus, não teremos mais esperança, porque já o possuiremos. Ao contrário, a caridade permanecerá para sempre, ou melhor, será a nossa vida: amar a Deus e sermos amados por Ele, amar os outros e sermos amados por eles. A caridade será o triunfo da vida em Deus.
- Por isso, agora, durante a nossa vida, devemos nos deixar guiar em cada ação pela caridade; devemos aprender a sermos capazes de viver na caridade. A nossa vida é um longo aprendizado. Devemos aprender a amar, em meio às desilusões, às experiências desagradáveis e aos erros que cometemos. Não é fácil. Muitas vezes tocamos o amor por coisas sem sentido. às vezes, procuramos somente a satisfação dos nossos instintos, temos medo da solidão, aproveitamo-nos dos outros, acreditamos que os amamos, tornando-os escravos dos nossos interesses egoístas. O amor não é vínculo que nos oprime, mas uma liberdade que se realiza. O amor não é uma variedade incontrolável de sentimentos, mas um dom que devemos aprender a reconhecer,em nós e nos outros. Reconhecido o amor, sentimo-nos vivos novamente.
Realmente... amor gera caridade, e caridade gera o amor, tudo e compençado quando plantamos o amor!! ^w^
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